Deepak Chopra, em seu livro "O Efeito Sombra", responde à própria pergunta "Como pode um self dividido atingir a plenitude?" citando Krishnamurti:
"A liberdade não é o fim do caminho. É o começo. Não há lugar algum para ir. A liberdade é a primeira e a última coisa no caminho".
Segundo Chopra, a doutrina de Krishnamurti, da primeira e da última liberdade, "foi seu modo de dizer que a plenitude - estado de liberdade completa - não tem a ver com a escolha disso ou daquilo. Não tem a ver com ser bom em vez de mau, ser puro em vez de impuro. A plenitude não tem divisões. Ela é tudo. Dessa forma, tem de ser o começo e o fim ao mesmo tempo".
O nosso trabalho está em justamente transformar essa perspectiva em uma forma prática de vida. Eis o desafio: temos de experimentar o que a plenitude realmente é.
E o autor continua: "Ser pleno é estar inteiramente curado. E se isto é verdade, então, independente do quanto você viva bem, não estará inteiramente curado até que seu self dividido seja transformado.
(...) É crucial saber que você não vai deixar de ser você mesmo se buscar a transformação".
"Quanto mais forte a luz, maior a sombra".
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Do denso ao sutil
Então a pergunta que Krishnamurti faz é: O que podemos fazer para promover em nossa própria essência uma revolução total, uma mutação psicológica radical, para não sermos mais brutais, violentos, competitivos, ansiosos, ávidos, invejosos, e para que brote definitivamente a fonte inesgotável do amor e da afeição em nós? Isto é, o que podemos fazer para voltarmos a ser livres como uma criança?
Sua resposta para esta pergunta é: Apenas Olhar, Observar. Prestar atenção verdadeiramente, realmente, em tudo o que está dentro e fora de nós. Ver as correntes que nos prendem, observar os grilhões a que estamos atados, as mentiras, os sonhos, as fantasias. Um encontro cara a cara com a verdade, cada dia mais profundo. E quando aprendermos a olhar de maneira tão sincera e real, disse Krishnamurti, tudo se esclarecerá. As correntes começarão a se desfazer, a visão estará mais límpida e desimpedida.
É claro que, isso pode ser doloroso.
O que Krishnamurti nos propões é sermos como uma criança, uma borboleta que se transformou radicalmente ao abandonar o estágio de larva e lagarta. Essa criança pode viver tranquilamente no mundo, mas não pertencer mais a ele.
É criativa, leve e solta. E feliz. Nada mais a sufoca.
Ela é a única realmente livre. (...)
Embora o pensador indiano não acreditasse no potencial transformador das religiões, pode-se dizer que alguém, ao viver o âmago de um ensinamento espiritual, como Buda ou Jesus, também conquista essa mesma liberdade e pureza. Mas será que nós, pobres mortais, também a atingimos? (...)
A primeira coisa que se torna evidente depois de olhar e observar é que sequer conseguimos seguir o sistema, religião ou ideologia que defendemos com tanto ardor. “Você tem suas inclinações, tendências e pressões peculiares, que colidem com o sistema que julga seguir, portanto, existe uma contradição básica. Você tem assim uma vida dupla, entre a ideologia do sistema e a realidade de sua vida diária”, diz Krishnamurti. No esforço para se ajustar à ideologia (ou religião, ou doutrina), você recalca a si mesmo, seu ser verdadeiro. Sua essência é massacrada por um milhão de vozes: de sua personalidade, da sociedade, de sua própria consciência fragmentada. “No entanto, o que é realmente verdadeiro não é a ideologia, mas aquilo que você é.”
Sua resposta para esta pergunta é: Apenas Olhar, Observar. Prestar atenção verdadeiramente, realmente, em tudo o que está dentro e fora de nós. Ver as correntes que nos prendem, observar os grilhões a que estamos atados, as mentiras, os sonhos, as fantasias. Um encontro cara a cara com a verdade, cada dia mais profundo. E quando aprendermos a olhar de maneira tão sincera e real, disse Krishnamurti, tudo se esclarecerá. As correntes começarão a se desfazer, a visão estará mais límpida e desimpedida.
É claro que, isso pode ser doloroso.
O que Krishnamurti nos propões é sermos como uma criança, uma borboleta que se transformou radicalmente ao abandonar o estágio de larva e lagarta. Essa criança pode viver tranquilamente no mundo, mas não pertencer mais a ele.
É criativa, leve e solta. E feliz. Nada mais a sufoca.
Ela é a única realmente livre. (...)
Embora o pensador indiano não acreditasse no potencial transformador das religiões, pode-se dizer que alguém, ao viver o âmago de um ensinamento espiritual, como Buda ou Jesus, também conquista essa mesma liberdade e pureza. Mas será que nós, pobres mortais, também a atingimos? (...)
A primeira coisa que se torna evidente depois de olhar e observar é que sequer conseguimos seguir o sistema, religião ou ideologia que defendemos com tanto ardor. “Você tem suas inclinações, tendências e pressões peculiares, que colidem com o sistema que julga seguir, portanto, existe uma contradição básica. Você tem assim uma vida dupla, entre a ideologia do sistema e a realidade de sua vida diária”, diz Krishnamurti. No esforço para se ajustar à ideologia (ou religião, ou doutrina), você recalca a si mesmo, seu ser verdadeiro. Sua essência é massacrada por um milhão de vozes: de sua personalidade, da sociedade, de sua própria consciência fragmentada. “No entanto, o que é realmente verdadeiro não é a ideologia, mas aquilo que você é.”
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Revista Vida Simples
Temos que aprender a reconhecer aquilo que nos aprisiona (e seguir livre, leve e solto)

Pedro Kupfer, em seu artigo “Coração, iluminação e liberdade escreve: “O destino individual é definido por cada um de nós, pois, sendo dotados de livre arbítrio, podemos sempre optar entre o bem e o mal e, conseqüentemente, libertar-nos dos condicionamentos para, por fim, sairmos da roda do samsara.
Porém, conforme o erro existencial vai agravando-se, nossas crenças e medos vão se cristalizando e acabamos por nos assemelhar a uma pupa, presa dentro do casulo que ela mesma teceu, e da qual não pode mais sair.
Quase todos nós, seres humanos, somos como a pupa que não consegue se libertar e que, não tendo forças para sair da prisão fabricada por si própria, acaba morrendo dentro dela. Não conseguimos transcender nem conseguimos enxergar a realidade que se esconde por trás do mundo das aparências.
Gastamos tanta força na construção dos nossos casulos que não nos sobra fôlego para sair deles. Esses casulos são tecidos pelos nossos próprios desejos, crenças, instintos, vontades e atitudes, além dos bens materiais que conquistamos ou pelos quais aprendemos a lutar."
Krishnamurti acreditava que, ao se livrar do enorme peso das tradições, religiões e ideologias e do seu próprio passado, o indivíduo ganhava uma carga extraordinária de energia e vitalidade. Criava então, condições internas e força suficientes para ser livre. A própria energia disponível tornava-se o combustível da mutação necessária para a transformação.
“Todas as formas exteriores de mudanças, produzidas pelas guerras, revoluções, reformas, pelas leis e ideologias, falharam completamente, pois não mudaram a natureza básica do homem e, portanto, da sociedade.” (J. Krishnamurti)
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