É muito bom quando temos um professor em quem confiamos, como um mestre, que ajuda a abrir o nosso olhar. Sempre que o meu professor de História da Arte, Prof. Rodrigo Naves, indica alguma exposição ou palestra eu procuro ir, para ir aprendendo a entender e a compreender a Arte, saber discernir melhor e ir treinando o meu olhar neste sentido.
Fui conhecer então o trabalho do fotógrafo Masao Yamamoto (Japão), já que meu professor falou de como a exposição tem um frescor e é de um lirismo impressionante.

O que pude constatar foram fotografias muito delicadas e sutis, de forte expressão japonesa, totalmente analógicas e em pequenos formatos. Em A Box of Ku (segunda série das três que formam a exposição) são encontradas imagens amareladas e com contraste acentuado. Interessante que as imagens são expostas as ações externas, em alguns casos o artista
carrega as pequenas fotografias em seu bolso, e com isso o
papel fotográfico sofre algumas alterações: manchas, rasgos e vincos.
As fotografias dele têm pequenas dimensões, a maioria delas, como o artista mesmo diz, cabe na palma da mão, como um pequeno objeto que recolhemos e olhamos com cuidado, (...)" A escala das fotos de Yamamoto, por si só, convida a esse modo de estar no mundo.
A maioria dos assuntos parece resultar de seus passeios munido de câmera e atenção. E a atenção, ensina o artista, nunca é passiva. (Agnaldo Farias - crítico e curador )
"Estou mais do que nunca convencido de que a fotografia foi criada
quando os humanos desejaram capturar a luz. A captura da luz é a
essência da fotografia." (Masao Yamamoto)
"Buda ensinou que uma pessoa começa a viver para a morte no dia em que
nasce, e não há nada mais óbvio que isso", comenta Yamamoto.