Arte, Cultura e Filosofia

“Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e benefício de todos, aceite-o e viva-o.” (Sidarta Gautama, o Buda)

A mensagem é sempre examinar e ver por si mesmo. Quando você vir por si mesmo o que é verdadeiro — e esse é realmente o único modo pelo qual você pode conhecer genuinamente qualquer coisa — quando isso acontecer, aceite—o. Até aí, apenas deixe de lado o julgamento e a crítica.


"Se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco."

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Un Passant

Hoje na aula com meu professor de História da Arte, Rodrigo Naves, estudamos sobre o primeiro grande artista moderno, Edouard Manet, que dignificou a vida cotidiana.
Esvaziamento dos temas majestosos, atenção crescente ao cotidiano, eruditamente público, experiência do cotidiano nas cidades , olhar de tédio, simplificação das formas, não há mais claro-escuro, não há mais erudição, percepções "un passant"...

Victorine Meurent - Ausência significativa, a luz aqui é uma máscara!
Almoço na Relva. A mesma Victorine Meurent da pintura acima. Nudez aqui não é mitológica.
 Victorine Meurent agora é Olympia, magnficamente pintada, não como a Vênus de Urbino de Tiziano, mas uma cortesã encarando o observador. O cachorro de Tiziano todo encolhido agora é um gato preto cheio de significações.
Arpagos. Milagre da pintura, transicões tonais perfeitas.

O Tocador de Pífano, dimensão moderna da pintura de Manet: O silhuetamento.
Fundo Infinito criado por Velázquez ("Pablo de Valladolid")

O Artista. Aqui o artista é o cachorro. Obra que se encontra no Brasil, no MASP. O quadro acabou de passar por limpeza e está incrível.

domingo, 15 de junho de 2014

segunda-feira, 26 de maio de 2014

CONHECIMENTO QUE LIBERTA


Li hoje este artigo do educador Eugênio Mussak para a Revista Vida Simples e gostei muito. O texto toca em pontos que fazem muito sentido para mim, e que já havia escrito em diferentes momentos no blog...

Fala sobre a Liberdade, tema principal do meu blog e algo que busco compreender.

Se você não tiver tempo para ler o texto todo, selecionei uma frase do texto que vale a pena pensar:

"A idéia da liberdade como valor fundamental me acompanhou sempre, e foi acrescida da certeza de que o caminho mais nobre para alcançá-la é a educação, pois ela libera o homem da pior das prisões, a ignorância."

A educação é importante para a conquista da liberdade, que nos conecta com a gente mesmo e com o mundo.

Compartilho o link do artigo com você que também investe um tempinho da sua vida para a reflexão...

http://eugeniomussak.com.br/educar-e-libertar/

domingo, 4 de maio de 2014

(In) Coerência Cardíaca

Arte by Gabriela Borges

Viver num estado de coerência cardíaca é viver no campo energético do coração.
Um campo energético que é holográfico.
Quando vibramos a partir do nosso coração acontece o que Jung chama de sincronicidade.
Através do meu coração eu me conecto com tudo.

Criando deliberadamente meus hologramas.
Criando conscientemente meu próprio destino.

domingo, 27 de abril de 2014

Origem do funk


Josephine Baker - Heroína da França em sua "Dança da Banana"

"Anos Heróicos"


Modernismo no Brasil

Carnaval em Madureira, de Tarsila do Amaral




















Elementos "simples", mas cria imagens que se prendem, e a pintura tem muito ritmo.

Abaporu, de Tarsila do Amaral



















A partir desta obra da Tarsila, inicia Movimento Antropofágico - engole tudo o que vem de fora para criar uma coisa nossa, uma arte genuinamente brasileira.
Interessante pensar que a artista trabalhou por alguns meses na Pinacoteca do Estado de São Paulo, talvez a primeira curadora.


Cinco Moças de Guaratinguetá, Di Cavacanti


 Les Demoiselles d'Avignon brasileira



Nu no Cabide, Ismael Nery
Nu dentro de uma estética cubista. 



Vista do painel Eu vi o mundo... Ele começava no Recife, de Cícero Dias
Cícero Dias, um surrealista da pesada e muito amigo de Pablo Picasso.


Mise au tombeau, do escultor Victor Brecheret
A escultura mais importante do Modernismo. Cemitério da Consolação, Jazigo de Olívia Guedes Penteado


Casa Modernista, de Gregori Warchvchik

Warchvchik abre a casa numa espécie de "Casa Cor", com quadros de seus amigos modernistas (Tarsila, Segall), almofadas e também luminárias e móveis projetados por ele.

Casa Modernista (Estilho Bauhaus) X Casa das Rosas (Estilo Francês)

Na época, era mais barato construir uma casa ao estilo "Casa das Rosas" do que uma Casa Modernista



 A pintura icônica Bananal de Lasar Segall foi a primeira pintura moderna que o Brasil comprou. A noção de que o que vem de fora é melhor.

Josephine Baker - A Dança das Bananas





Quant je puis


A aula sobre o Modernismo Brasileiro me marcou de uma maneira impressionante. O meu professor, Giancarlo Hannud, é um desses professores inesquecíveis: inteligentíssimo ao extremo, engraçado, focado, atencioso e super receptivo.  Assim, acho que ninguém melhor do que ele para apresentar de forma tão interessante e sucinta esta fase que teve muito o que falar na história da arte no Brasil. Depois da aula não consegui parar de pensar em tudo o que ele disse, em todos os artistas, em todos os acontecimentos.
 

Um dos artistas que mais me chamou a atenção foi Flávio de Carvalho, uma das figuras mais irreverentes, provocadoras, interessantes e multifacetadas da segunda fase do Modernismo brasileiro, considerado precursor do artista multimídia e da performance.
Para completar, fui na exposição que está tendo dele na OCA: Flávio de Carvalho - A Experiência como Obra. E com a ajuda do monitor, consegui absorver ainda mais sobre o seu trabalho e seu universo misterioso.

Retrato de Mário de Andrade


 Retratado por muitos artistas na época, Mário de Andrade disse que ninguém teria retratado tão bem o seu lado feio e sombrio como o fez Flávio de Carvalho nesta pintura.


Retrato de Sérgio Milliet
A sua pintura, como diz o professor Hannud, acaba virando quase uma performance.