Arte, Cultura e Filosofia

“Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e benefício de todos, aceite-o e viva-o.” (Sidarta Gautama, o Buda)

A mensagem é sempre examinar e ver por si mesmo. Quando você vir por si mesmo o que é verdadeiro — e esse é realmente o único modo pelo qual você pode conhecer genuinamente qualquer coisa — quando isso acontecer, aceite—o. Até aí, apenas deixe de lado o julgamento e a crítica.


"Se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco."

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Receita de kitchari (Anti Vata)




Receita de kitchari (Anti Vata) 

Ingredientes:

1/2 xíc de arroz basmati;

1/4 de xíc de lentilha (deixada de molho por oito horas);

1/2 col (chá) de cominho em pó; 

2 col (sopa) de manteiga ghee;

folhas de louro;

1 col (chá) de coentro em sementes;

1/2 col (chá) de açafrão em pó;

1 col (sobremesa) de gengibre ralado;

Sal a gosto;

1 xíc de abobrinha em cubos pequenos;

1 xíc. de cenoura em cubos pequenos;

Água.

Modo de preparo:
Primeiramente, lave os grãos e reserve. Aqueça a manteiga ghee em uma panela e acrescente as sementes e o louro, refogando até sentir o aroma dos temperos.
Então, misture o açafrão, os grãos, o sal, o gengibre e a água (coloque até cobrir), e deixe cozinhar em fogo médio até tudo ficar macio.
Em seguida, adicione os legumes e espere cozinhar (adicione mais água de precisar). Por fim, sirva (a textura será como a de um risoto).

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

quarta-feira, 21 de novembro de 2018


Há quatro guardiões no reino da liberdade: autocontrole, espírito inquisitivo, contentamento e cultivar boas companhias.
(Yogavasistha via Yoga.pro.br)

A filosofia fala em "Conhece-te a ti", e não "Muda-te a ti mesmo", nem “Evolua-te a ti mesmo”. 

(Neco, meu pai)


segunda-feira, 16 de junho de 2014

En Passant

Hoje a aula do meu professor de história da arte, Rodrigo Naves, foi sobre o primeiro grande artista moderno, Edouard Manet, que dignificou a vida cotidiana.
Esvaziamento dos temas majestosos, atenção crescente ao cotidiano, eruditamente público, experiência do cotidiano nas cidades , olhar de tédio, simplificação das formas, não há mais claro-escuro, não há mais erudição, percepções "en passant"...

Victorine Meurent - Ausência significativa, a luz aqui é uma máscara!
Almoço na Relva. A mesma Victorine Meurent da pintura acima. Nudez aqui não é mitológica.
 Victorine Meurent agora é Olympia, magnficamente pintada, não como a Vênus de Urbino de Tiziano, mas uma cortesã encarando o observador. O cachorro de Tiziano todo encolhido agora é um gato preto cheio de significações.
Arpagos. Milagre da pintura, transicões tonais perfeitas.

O Tocador de Pífano, dimensão moderna da pintura de Manet: O silhuetamento.
Fundo Infinito criado por Velázquez ("Pablo de Valladolid")

O Artista. Aqui o artista é o cachorro. Obra que se encontra no Brasil, no MASP. O quadro acabou de passar por limpeza e está incrível.

domingo, 15 de junho de 2014

segunda-feira, 26 de maio de 2014

CONHECIMENTO QUE LIBERTA


Li hoje este artigo do educador Eugênio Mussak para a Revista Vida Simples e gostei muito. O texto toca em pontos que fazem muito sentido para mim, e que já havia escrito em diferentes momentos no blog...

Fala sobre a Liberdade, tema principal do meu blog e algo que busco compreender.

Se você não tiver tempo para ler o texto todo, selecionei uma frase do texto que vale a pena pensar:

"A idéia da liberdade como valor fundamental me acompanhou sempre, e foi acrescida da certeza de que o caminho mais nobre para alcançá-la é a educação, pois ela libera o homem da pior das prisões, a ignorância."

A educação é importante para a conquista da liberdade, que nos conecta com a gente mesmo e com o mundo.

Compartilho o link do artigo com você que também investe um tempinho da sua vida para a reflexão...

http://eugeniomussak.com.br/educar-e-libertar/

domingo, 4 de maio de 2014

(In) Coerência Cardíaca

Arte by Gabriela Borges

Viver num estado de coerência cardíaca é viver no campo energético do coração.
Um campo energético que é holográfico.
Quando vibramos a partir do nosso coração acontece o que Jung chama de sincronicidade.
Através do meu coração eu me conecto com tudo.

Criando deliberadamente meus hologramas.
Criando conscientemente meu próprio destino.

domingo, 27 de abril de 2014

Origem do funk


Josephine Baker - Heroína da França em sua "Dança da Banana"

"Anos Heróicos"


Modernismo no Brasil

Carnaval em Madureira, de Tarsila do Amaral




















Elementos "simples", mas cria imagens que se prendem, e a pintura tem muito ritmo.

Abaporu, de Tarsila do Amaral



















A partir desta obra da Tarsila, inicia Movimento Antropofágico - engole tudo o que vem de fora para criar uma coisa nossa, uma arte genuinamente brasileira.
Interessante pensar que a artista trabalhou por alguns meses na Pinacoteca do Estado de São Paulo, talvez a primeira curadora.


Cinco Moças de Guaratinguetá, Di Cavacanti


 Les Demoiselles d'Avignon brasileira



Nu no Cabide, Ismael Nery
Nu dentro de uma estética cubista. 



Vista do painel Eu vi o mundo... Ele começava no Recife, de Cícero Dias
Cícero Dias, um surrealista da pesada e muito amigo de Pablo Picasso.


Mise au tombeau, do escultor Victor Brecheret
A escultura mais importante do Modernismo. Cemitério da Consolação, Jazigo de Olívia Guedes Penteado


Casa Modernista, de Gregori Warchvchik

Warchvchik abre a casa numa espécie de "Casa Cor", com quadros de seus amigos modernistas (Tarsila, Segall), almofadas e também luminárias e móveis projetados por ele.

Casa Modernista (Estilho Bauhaus) X Casa das Rosas (Estilo Francês)

Na época, era mais barato construir uma casa ao estilo "Casa das Rosas" do que uma Casa Modernista



 A pintura icônica Bananal de Lasar Segall foi a primeira pintura moderna que o Brasil comprou. A noção de que o que vem de fora é melhor.

Josephine Baker - A Dança das Bananas





Quant je puis


A aula sobre o Modernismo Brasileiro me marcou de uma maneira impressionante. O meu professor, Giancarlo Hannud, é um desses professores inesquecíveis: inteligentíssimo ao extremo, engraçado, focado, atencioso e super receptivo.  Assim, acho que ninguém melhor do que ele para apresentar de forma tão interessante e sucinta esta fase que teve muito o que falar na história da arte no Brasil. Depois da aula não consegui parar de pensar em tudo o que ele disse, em todos os artistas, em todos os acontecimentos.
 

Um dos artistas que mais me chamou a atenção foi Flávio de Carvalho, uma das figuras mais irreverentes, provocadoras, interessantes e multifacetadas da segunda fase do Modernismo brasileiro, considerado precursor do artista multimídia e da performance.
Para completar, fui na exposição que está tendo dele na OCA: Flávio de Carvalho - A Experiência como Obra. E com a ajuda do monitor, consegui absorver ainda mais sobre o seu trabalho e seu universo misterioso.

Retrato de Mário de Andrade


 Retratado por muitos artistas na época, Mário de Andrade disse que ninguém teria retratado tão bem o seu lado feio e sombrio como o fez Flávio de Carvalho nesta pintura.


Retrato de Sérgio Milliet
A sua pintura, como diz o professor Hannud, acaba virando quase uma performance.



sexta-feira, 25 de abril de 2014

Karma Free

Aprendi hoje com uma grande amiga minha que é budista,
que na vida não existe o certo e o errado.
O que existe é gerar mais ou menos sofrimento e dor.
Daí, é só escolhermos!












O bom é ser Karma Free para
podermos ser felizes e serenos
podermos viver no amor e na compaixão
podermos viver livres do medo e da dor
e possamos realizar a nossa natureza divina
e sermos livres!

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A. VOLPI


Quanto mais eu estudo e conheço sobre o artista Alfredo Volpi, mais apaixonada eu fico pela Arte....

Logo na entrada da exposição VOLPI - A EMOÇÃO DA COR:
Sua simplicidade era de natureza monástica

Bandeirinhas de Volpi na Galeria de Arte Almeida e Dale
"Minhas bandeirinhas não são bandeirinhas; são só o problema das bandeirinhas" (A. Volpi)

Paleta do Mestre da Cor
























No momento estão tendo duas exposições de A. Volpi em São Paulo, uma é no MAC USP (nova sede) e a outra é na Galeria de Arte Almeida e Dale. As duas exposições se completam, e dão um panorama da trajetória artística deste que é uma rara unanimidade na arte brasileira. Imperdível!

Masao Yamamoto

É muito bom quando temos um professor em quem confiamos, como um mestre, que ajuda a abrir o nosso olhar. Sempre que o meu professor de História da Arte, Prof. Rodrigo Naves, indica alguma exposição ou palestra eu procuro ir, para ir aprendendo a entender e a compreender a Arte, saber discernir melhor e ir treinando o meu olhar neste sentido.

Fui conhecer então o trabalho do fotógrafo Masao Yamamoto (Japão), já que meu professor falou de como a exposição tem um frescor e é de um lirismo impressionante.


O que pude constatar foram fotografias muito delicadas e sutis, de forte expressão japonesa, totalmente analógicas e em pequenos formatos. Em A Box of Ku (segunda série das três que formam a exposição) são encontradas imagens amareladas e com contraste acentuado. Interessante que as imagens são expostas as ações externas, em alguns casos o artista carrega as pequenas fotografias em seu bolso, e com isso o papel fotográfico sofre algumas alterações: manchas, rasgos e vincos.

As fotografias dele têm pequenas dimensões, a maioria delas, como o artista mesmo diz, cabe na palma da mão, como um pequeno objeto que recolhemos e olhamos com cuidado, (...)" A escala das fotos de Yamamoto, por si só, convida a esse modo de estar no mundo.
A maioria dos assuntos parece resultar de seus passeios munido de câmera e atenção. E a atenção, ensina o artista, nunca é passiva. (Agnaldo Farias - crítico e curador )




 "Estou mais do que nunca convencido de que a fotografia foi criada quando os humanos desejaram capturar a luz. A captura da luz é a essência da fotografia." (Masao Yamamoto)



"Buda ensinou que uma pessoa começa a viver para a morte no dia em que nasce, e não há nada mais óbvio que isso", comenta Yamamoto.

Arte

Foto exposição MAC/USP

"Arte é saber lidar com a morte".

(Ary Perez - amigo, artista, engenheiro, arquiteto)

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Sorvete de Papaya com Cassis




Quando vou cozinhar em datas especiais, gosto de caprichar também na sobremesa.
E na minha família todos adoram Sorvete de Papaya com Cassis. Sempre opto por receitas mais naturais e saudáveis, então criei uma receita de sorvete em uma versão lac-free/gluten-free deliciosa. Nem preciso dizer que foi super aprovada por todos e compartilho aqui com vocês:


Ingredientes:

1 xícara de leite de arroz com amêndoas*
1 mamão papaya (se for orgânico melhor)

400g de creme de leite de soja**
400g de leite condensado de soja
3 colheres de sopa de Xarope de Rosas*** (Geralmente encontro em lojas de produtos indianos. Eu compro sempre na loja anexa ao restaurante Gopala Hari, em SP)


Calda:
Licor de Cassis (opcional)


* Você pode substituir o leite de arroz com amêndoas por leite de soja.
** Você pode utilizar o creme de arroz no lugar do creme de leite de soja. 
*** Se você não tiver o xarope você pode fazer sem, pois também fica delicioso!


Modo de preparo:

Coloque o mamão papaya, o creme de leite de soja e o leite condensado de soja no liquidificador e deixe batendo por 1 ou 2 minutos.
Coloque em uma tigela e leve ao freezer. Deixe congelando por 2 horas ou mais. Retire do freezer, coloque o creme já congelado de volta no liquidificador, acrescente o leite de arroz com amêndoas, o xarope de rosas e bata novamente. Você perceberá que a mistura adquiriu uma cremosidade maior. Leve ao freezer novamente e depois de 2 ou 3 horas já estará pronto para ser servido.


(Rende aproximadamente 10 porções generosas)

Para servir:
Coloque o Sorvete de Papaya em uma taça grande e regue com o licor de cassis a gosto por cima.


Prepare-se para os elogios!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Drinque de Gengibre

Provei pela primeira vez esta bebida num restaurante indiano em São Paulo que adoro, Gopala Madhava.  Minha irmã e eu bebemos vários desse drinque de gengibre, e nos divertimos muito naquele dia.
A Gisele, minha irmã, é minha parceira na cozinha, e além das jantinhas aqui em casa, todo natal da família a ceia é por nossa conta. Então, nos empolgamos e compramos até o livro de receitas do cardápio do restaurante, que tem esta e outras receitas da cozinha indiana maravilhosas e super fáceis de fazer. 


Então, a pedidos, segue a receita do Drinque de Gengibre.

Drinque de gengibre




Rendimento: 10 porções
Tempo de Preparo: 1 hora


Ingredientes:
- 1 xícara de gengibre ralado
- 1 litro de água
- 1 xícara de suco de limão
- 1 1/2 xícara de mel
- 1/4 xícara de açúcar

Modo de Preparo

Cozinhe o gengibre com a água, deixando ferver por 5 minutos. Deixe esfriar. Bata no liquidificador por alguns segundos e coe. Acrescente o suco de limão, mel e o açúcar e mexa bem. Leve a geladeira por 30 minutos.

(Dica: o sabor desta bebida dever ser ardido, azedo e doce na mesma intensidade)


Uma dica para quem quiser conhecer o restaurante é aproveitar o passeio pela Rua Augusta e ir no Espaço Itaú de Cinema, que tem vários filmes cult, as salas acabaram de passar por uma reforma e sempre tem bastante gente descolada.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Eu carimbo, tu carimbas, ele carimba



"Maybe the Poets are right
Maybe Love is the only answer."

"The best way to predict the future
is to create it". (Abraham Lincoln)

EVOLution INvolution REOLution
LOVE



Hey Stranger!
Desmistificar a arte

SE INSPIRAR


 


Esta vida é uma viagem
Pena eu estar só de passagem
(P. Leminski)

Sorte no Jogo
Azar no Amor
De que me serve
Sorte no Amor
Se o Amor é um Jogo
E o Jogo não é meu forte, meu Amor?
(P. Leminski)

domingo, 10 de novembro de 2013

Liberté, Égalité, Fraternité da linguagem artística


Maria Bethânia cantando a música "Carcará" na sua estréia nos palcos, em 1965, quando ainda tinha apenas 17 anos de idade. Esse número fez parte do show "Opinião", que foi um espetáculo histórico de protesto.



Sempre que assisto a este vídeo da Maria Bethânia eu fico impressionada com o jeito que ela canta. É como se traduzisse todo o fogo daquela geração que buscava uma Liberté, Égalité, Fraternité da linguagem artística.